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Flamengo 0 x 2 Fluminense - Final Taça Guanabara 1978 (COM VÍDEO)



Flamengo 0x2 Fluminense
Décima primeira e última rodada da Taça Guanabara do Campeonato Carioca de 1978
Data 15/10/1978 Local Maracanã Público 83.676 Árbitro Luís Carlos Félix
Gols Fumanchu, de pênalti aos 40 e Nunes aos 45 do segundo tempo
Flamengo Raul, Toninho, Manguito, Nélson e Júnior, Carpeggiani, Adílio e Zico, Tita, Cláudio Adão e Cléber (Leandro)
Fluminense Renato, Miranda, Tadeu, Edinho e Carlinhos, Pintinho, Cléber (Rubens Galaxe) e Mário (Zezé), Fumanchu, Nunes e Doval

A partida tinha ares de decisão. O Flamengo chegava a última rodada podendo até ser derrotado por quatro gols de diferença que mesmo assim seria o campeão do primeiro turno. Na véspera, Botafogo (que poderia ter ultrapassado o Rubro-negro), apenas empatou com o Vasco em 2x2.

Com isto, Flamengo e Botafogo tinham 17 pontos e Fluminense e Vasco 15. Porém, o Tricolor para ganhar o título teria que golear por 4 gols de diferença. A volta olímpica estava nos pés dos comandados por Cáudio Coutinho.

A torcida do Fla era imensa maioria no Maracanã. Se já era difícil aquele time perder, imagina por goleada. Logo no começo da partida uma pegada forte de Toninho em Mário mostrou que o time estava ligado no jogo.

Mesmo com a vantagem, foi o rubro-negro quem começou no ataque. Usando o seu toque de bola, o time mantinha a posse e não deixava o Flu jogar. E a primeira chance não tardou a aparecer. Nunes, que já se movimentava pelos lados (o que seria consagrado no próprio Flamengo alguns anos depois) abriu pela direita mas acabou se enrolando com Fumanchu. Júnior saiu com a costumeira habilidade e lançou Cléber, que deu a Zico na meia direita. O galinho chutou forte, de fora da área e Renato espalmou a escanteio.
No minuto seguinte, Zico deixou Adílio na cara do goleiro. O gol só não saiu porque Tadeu conseguiu travar o arremate.

O Flamengo jogava no esquema habitual de Coutinho. 4-1-3-2, com Carpeggiani organizando o jogo de trás, Tita mais pela direita, Zico centralizado e Adílio mais a esquerda. No ataque Cléber caía também pelo lado esquerdo e Adão era o atacante que sabia como ninguém sair da área para tabelar.

O tricolor bem mais limitado tecnicamente, se postava em um 4-2-2-2, com Pintinho organizando o jogo e Cléber mais na marcação. Doval abria pela esquerda e Mário tentava dar criatividade ao time que contava ainda com Fumanchu (esquecido pela direita no começo da partida) e Nunes que se mexia por todo o ataque. A proposta de ambos os treinadores era parecida. O centroavante teria que sair do comando do ataque para liberar espaço para quem vem de trás.

Como tinha mais jogadores caindo pela esquerda, era natural que o flu tentasse chegar por lá. E a primeira chance de gol aconteceu quando Mário chegou a linha de fundo, cortou Toninho e cruzou para o lateral Carlinhos, na diagonal, bater para fora.
O jogo era morno. Justamente como queria e interessava ao Fla. O Fluminense atacava mais. Fumanchu combinou bem com Miranda pela direita. O auxiliar levantou a bandeira (equivocadamente), mas o árbitro, Luís Carlos Félix não confirmou a marcação. Para desespero de sua torcida, o centro acabou passando por todo mundo e saiu na linha lateral.

O rubro-negro voltou a assustar em uma cobrança de falta de Zico, que passou perto .A resposta tricolor veio na mesma moeda. A bola foi rolada para Edinho que da intermediária soltou uma bomba que Raul teve que se virar para defender em dois tempos.
Os últimos minutos do primeiro tempo eram mais do Fluminense. Fumanchu cansou de esperar a bola pela direita e apareceu na meia esquerda. De lá, bateu rasteiro, num tiro que passou zunindo a trave de Raul.

O primeiro tempo chegou ao fim, com um Flamengo acomodado com a imensa vantagem e um Fluminense que, mesmo tendo sido superior (foram 3 chances tricolores contra 2 rubro-negras) não mostrava força suficiente para chegar a goleada. Aliás, em um protesto bem humorado, os torcedores do flu perguntavam no intervalo onde estaria o campeão, em uma alusão ao fraco desempenho rubro-negro até aquele momento
Segundo tempo


O Flamengo voltou do intervalo com Leandro no lugar de Cléber. Com isso, Tita passou a jogar mais pela esquerda, onde estava Cléber, Toninho passou a ocupar a direita, onde estava Tita e Leandro entrou na sua, na lateral-direita.

A alteração deu resultado logo. Leandro se livrou de dois marcadores e lançou Toninho que cruzou para Cláudio Adão ajeitar para Zico, que vinha de frente. O galinho bateu forte, de primeira e assustou o goleiro Renato. Leandro se entendia as mil maravilhas com Toninho enquanto Tita dava uma mão a Júnior na marcação de Fumanchu. Nem parecia o mesmo time que deixou o campo vaiado no primeiro tempo.

Em seguida, Zico desperdiçou excelente contra-ataque ao prender demais a bola. O Flamengo voltava bem melhor e a torcida já se animava e passava a gritar mengo, mengo!
Se nos primeiros 45 minutos, o Fluminense praticamente só atacou pela esquerda, o panorama se inverteu na etapa final. O time passou a forçar as jogadas quase que exclusivamente pela direita, mas Coutinho já tinha o antídodo, com Tita ajudando Júnior daquele lado e com o recuo de Adílio para jogar como volante pela esquerda ao lado de Carpeggiani. Era um 4-2-3-1.

O tricolor tentou ser mais ofensivo, trocando Cléber por Rubens Galaxe e Mário por Zezé. Ficava claro que o objetivo era tentar jogar mais pela abandonada e esquecida esquerda, com um ponta autêntico e driblador como Zezé em cima do jovem e inexperiente Leandro.

Eram outros tempos mesmo. Aos 38, o lateral Carlinhos deu uma chegada forte em Toninho. Hoje em dia, ela seria punida com cartão vermelho direto. Em 78, nem amarelo mostrou o árbitro.

Quando o Flamengo já se acomodava com o resultado e a torcida já gritava é campeão, Nunes lançou Edinho que veio de trás, no buraco entre Leandro e Manguito, driblou Raul e foi derrubado pelo goleiro rubro-negro. Fumanchu bateu bem, deslocando o experiente camisa 1. Foi o suficiente para as provocações da torcida tricolor reaparecerem.
O gol pareceu acender o flu. Nunes deu um chute venenoso que Raul teve trabalho para espalmar para escanteio. Nos acréscimos, Pintinho cruzou, Raul falhou feio ao soltar a bola na cabeça de Nunes que marcou o segundo. 

Estava decretada a primeira derrota do mengo na Taça Guanabara. O título, no entanto, era inquestionável. Para o comentarista da TV Globo, J.Ávila, a conquista era totalmente justa, pois o time venceu com facilidade os pequenos, empatou com Vasco e Botafogo e perdeu quando podia perder. A comemoração da conquista foi bem xoxa. O fla não parecia que havia se sagrado campeão. Os jogadores queriam ter mantido a invencibilidade. O que eles não imaginavam era que a aquela Taça Guanabara seria a primeira das inúmeras conquistas daquele time maravilhoso.

Depois de três chances para o tricolor na etapa final e apenas uma para o Fla (6x3 para o Fluminense no total), chega-se a conclusão que o resultado da partida também foi inteiramente justo. 



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